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Como a química ajuda na solução de crimes

22/05/2018 | Destaque

A química forense – popularizada com seriados norte-americanos como o “CSI” – saiu dos laboratórios na noite da última quarta-feira, as pesquisadoras e professoras de química Adriana Okuma, do Cefet-MG, e Clésia Nascentes, da UFMG, apresentaram os principais instrumentos e técnicas usados na química forense – como a análise de digitais e o uso de luminol – para desvendar crimes também fora das telas.

“A química forense é a aplicação dos conhecimentos da química e da toxicologia no campo legal ou judicial”, explicou Adriana. “As técnicas são utilizadas para ajudar a compreender a face sofisticada e complexa dos crimes, sejam eles assassinatos, roubos ou envenenamentos, adulterações de produtos ou processos que estejam fora da lei”, completou.

Entre os instrumentos utilizados pelos químicos durante uma investigação criminal no seriado norte-americano, foram citados e comentados três. “Temos o famoso luminol (luz negra usada para achar vestígios de sangue), a análise de impressões digitais e a espectometria (exame de substâncias de baixa concentração)”, contou Adriana.

As pesquisadoras também explicaram o processo de operação de análise forense. “Há uma cena com um cadáver, por exemplo, e não é possível saber se foi homicídio ou suicídio. Vestígios como sangue, digitais, cabelo, saliva ou vísceras (do corpo) serão levados para o laboratório”, disse Clésia. A partir daí, várias análises – entre elas, a toxicológica – são feitas para determinar se a pessoa encontrada foi envenenada ou dopada para montar a cena do crime e forjar um suicídio, explicou Clésia.

Durante a conversa entre as especialistas e o público, houve um momento para que fossem esclarecidas algumas dúvidas. Clésia falou sobre o que ela chamou de “efeito CSI”. “O sucesso da série é tão grande nos últimos anos que a demanda por alunos de graduação e pós-graduação na área de química aumentou, a ponto de termos filas de espera para ingressar nos cursos”, disse.

Dados.

O Pint of Science aconteceu simultaneamente em 21 países. Apenas no Brasil, 56 cidades participaram durante três dias seguidos, totalizando 15 temas abordados por especialistas.

Efeito.

“(A química forense) é uma área de suma importância para a sociedade. O país tem ótimos profissionais atuando na área, e isso precisa ser divulgado”, afirmou Clésia Nascentes.

Séries ajudam a popularizar 

Nos últimos anos, houve um aumento significativo na quantidade de séries de TV que abordam temas referentes às ciências forenses.
Seriados como “CSI” (“Crime Scene Investigation”), “Arquivo Morto”, “Mentes Criminosas” e “Medical Detectives” (“Detetives Médicos”), entre outros, mostram profissionais de diversas áreas usando suas habilidades para desvendar crimes com base na coleta de evidências e de rastros deixados pelos criminosos.

Fonte: O Tempo Interessa


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